Resenha: Destrua Este Diário

Capa do livro

Capa do livro

Esse livro é fantástico. Destrua Este Diário, ou Wreck This Journal no original em inglês, consiste em várias tarefas que têm como fim, à primeira vista, a destruição de si próprio. Cada página corresponde a uma instrução, e as tarefas são variadas: tem desde “encha esta página de círculos” até “suba aqui”, por exemplo. O subtítulo resume bem a ideia: “criar é esculhambar”. Essa obra é completamente interativa e, aparentemente, bastante divertida. Foi um dos presentes de Natal que minha irmã me deu.

Encha esta página de círculos Suba aqui

Pesquisando no Buscapé, percebi que os preços desse livro variam em torno de vinte reais. Confesso que eu jamais o compraria se o visse na livraria. Não para mim, pelo menos. Sinceramente, não me sentiria confortável gastando dinheiro em uma obra que nunca ouvi falar, foge completamente do lugar-comum e, ainda por cima, vai acabar sendo destruída! Então, ainda bem que ganhei de presente.

Junto com o livro, veio todo um papo de psicólogo acompanhando. (Sim, minha irmã é psicóloga.) “Esse livro é ideal para você, que é muito certinho, acostumado a seguir regras. Vai ser bom para você se soltar um pouco.” Mas espera aí, a ideia desse livro não é justamente seguir um monte de regras e obedecer às instruções até chegar a um objetivo final (que, neste caso, é destruir o diário)?

De qualquer modo, bom para mim ou não, tenho certeza que a experiência de seguir cada uma das instruções será extremamente prazerosa. Deixei o livro intacto até agora, mas destruir esse diário se tornou uma das minhas resoluções de ano novo. Vou tentar fazer uma página por dia e ver no que dá. Já falhei ontem, mas pretendo começar hoje. Algumas das páginas devem ser muito boas para aliviar o estresse, especialmente as que contêm instruções destrutivas, como “arranque fora” e “amasse”, ou as que são mais abertas e psicológicas, como “este espaço é dedicado ao monólogo interior” ou, ainda, “página para escrever palavrões”.

Pois é, esse diário não se baseia apenas na destruição: além do monólogo interior, há espaço para descarregar a raiva, por exemplo, e também para escrever pensamentos felizes. Ou seja, o passatempo de avançar pelas páginas executando as instruções contidas nelas, além de trabalhar o lado criativo, ainda incentiva reflexões sobre o nosso eu interior. Portanto, para mim, as palavras-chave que caracterizam o verdadeiro objetivo final do livro são estas duas: criatividade e autoconhecimento. Destruição é simplesmente um meio — bastante divertido, diga-se de passagem — para se atingir essas finalidades.

Quanto à estética do livro, só elogios. A diagramação é excelente e a capa, extremamente bem feita. (Cheguei até a pensar, à primeira vista, que a capa estivesse realmente amassada.) Além disso, todas as páginas são muito bem planejadas e a ótima qualidade das folhas é notável. Quer dizer, até agora não encontrei nada que deixasse a desejar nesse livro. E tomara que continue assim.

Abaixo, seguem links que retratam as experiências que algumas pessoas tiveram com esse livro. Ainda, no YouTube há muitos vídeos que também mostram como alguns vivenciaram a execução do livro. Quem sabe, daqui uns dias, eu também posto algumas fotos da minha “destruição”.

E é isso. Fim.

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